domingo, maio 01, 2005


Como quem quer a coisa



Não há nada mais ansiolítico do que acautelar uma segunda-feira. E uma segunda-feira não tem nada a ver com uma primeira. Aquela, madrasta, persiste em manter crivos fantasiosos da primeira, iludindo a crueza do novo começo. Precavê-la é preservar a memória, imprimindo o ímpeto e a garra exigidos pela segunda.

O escrito é circular, bem sei, mas quem resiste à comoção perfeita – profusamente espiritual, diga-se – de uma primeira...?