Como quem quer a coisa

Não há nada mais ansiolítico do que acautelar uma segunda-feira. E uma segunda-feira não tem nada a ver com uma primeira. Aquela, madrasta, persiste em manter crivos fantasiosos da primeira, iludindo a crueza do novo começo. Precavê-la é preservar a memória, imprimindo o ímpeto e a garra exigidos pela segunda.
O escrito é circular, bem sei, mas quem resiste à comoção perfeita – profusamente espiritual, diga-se – de uma primeira...?
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